terça-feira, 1 de setembro de 2015

O UNIVERSO É UM HOLOGRAMA (Físicos descobrem evidência)



universo holograma

A ideia destes pesquisadores japoneses se refere à teoria de que as três dimensões que percebemos são na verdade apenas “pintadas” sobre o horizonte cosmológico – a fronteira do universo conhecido.
Se isso soa paradoxal, tente imaginar uma imagem holográfica que muda conforme você a movimenta (lembra dos tazos? Então). Embora a imagem seja bidimensional, observá-la de diferentes pontos cria a ilusão de que ela é 3D. 
Leonard Susskind, um físico teórico considerado como um dos pais da teoria das cordas, acrescentou que o trabalho da equipe japonesa “confirmou numericamente, talvez pela primeira vez, algo que tinhamos quase certeza de ser verdade, mas ainda era uma conjectura”  [The Mind UnleashedNature]

Poema imagético (1) - Manhã de passarinhos
















Poema imagético (1)

Manhã de passarinhos

 - O dia é de quem acorda primeiro.


Bradou a estrela da manhã


Na barra clara do dia.


Jairo Ramos Toffanetto


J.S. Bach Cello Suites No.1-6 BWV 1007-1012, Ralph Kirshbaum




Painting: Jean Raoux, Orpheus and Eurydice, Oil on Canvas, 1709


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Do livro "A Camara Clara" de Roland Barthes



Pra quem deseja ir mais a fundo no universo da fotografia, o livro “A Camara Clara” de Roland Barthes é quase uma iniciação para além do olhar superficial. Em sua semiótica, o autor abre a fotografia por um olhar que nos remete ver o nosso. Coloca-nos à frente do juízo de valor ou não valor da imagem. Remete-nos ao ponto focal da fotografia e o que há de mais objetivo e intrigante a escapar do olhar apressado ou comum.

Mostra-nos que a verdade está, quase sempre, noutro lugar, ou em lugar algum, a exemplo das miríades de imagens que diariamente nos bombardeiam com banalidades. Há um perverso jogo de interesse (financeiro) por detrás disso, tipo “É isto que vocês querem (precisam) ver? Pois tomem”.
    
O fato é que para você ver e reconhecer uma imagem, sempre
haverá um conhecimento adjacente ao objeto olhado e que faz única a sua construção do olhar: o saber, e Barthes, com sinceridade, oferece-nos o seu. Mune-nos de elementos e os liga de modo a nos facilitar semelhante e individual empreita.

A construção do olhar dá-se no mais sutil, ou aonde você sente ou não sente. Se não sente, você descarta a imagem, seja por opção de escolha ou porque nada vê, ainda. Aí está a diferença entre o aprendizado ou a interdição dele. Não há um roteiro para o olhar, do contrário ele não seria livre, aberto para experimentação até transcendente ou recusa. A liberdade não é gratuita, muito menos ingênua, é algo que se conquista, constrói-se pelo sentir, e este, o saber.

Enfim, credito importante este contato com o experimento do olhar em “A Camara Clara” ou, pelo menos, aos interessados não apenas na decodificação de símbolos, composição, luz... mas na essência da imagem fotográfica que está muito além do gostar ou não gostar como também do mais elaborado juízo de gosto estético.

JRToffanetto

domingo, 30 de agosto de 2015

Fe Fe Naa Efe - Laurent de Wilde - Victoires du Jazz 2013


Ainda superligado pela apresentação de agora a pouco com Laurent Wil e Trio no Sesc Jundiaí, este vídeo encontrado na Internet vem em continuidade:

https://www.youtube.com/watch?v=se4XZBv310U
Sur la scène du théâtre antique de Vienne, à l'occasion des Victoires du Jazz 2013, Laurent de Wilde interprète un extrait de son album "Over the Clouds".


Fela Kuti - Water no get enemy


https://www.youtube.com/watch?v=IQBC5URoF0s


Fela Anikulapo Ransome Kuti foi um multi-instrumentista nigeriano, músico e compositor, pioneiro da música Afrobeat, ativista político e dos direitos humanos.

Maysbel da Lua Poente Toffanetto - Crônica de um casamento

Fui apaixonadamente me encontrar com a Lua e fotografo Mays em seu casamento de Sol e Lua.


Há um mês vi a lua nascendo gigantesca, mas eu estava no trânsito. Nem parei o carro, pois a fiação elétrica, as casas... eu sabia, não me daria uma imagem limpa. No dia seguinte... bem, eu perdi a Lua do terraço mas calculei pegá-la no poente. Acordei cedinho, café e coisa e tal. Subo o bairro e no alto da Barroca chego ao horizonte leste. Pego-a com o primeiro raio de sol sobre área lunar. A claridade dourada sobre o que estava em prata brilhante.

Era o que eu sentia, mas eu não fiquei sozinho no santuário da barroca. Pois um bicho sedutor, matreiro, sabidamente conquistador pousa no alto da árvore ao lado.


Enquanto ele me media de cima em baixo, senti ciúmes da Lua e de Mays. Seria bom que ele voasse dali e me deixasse a sós com meus amores. E quando ele levantou voo soube que se calara pra sempre. 


Muito longe do meu horizonte oeste, ele se voltou para o sul.
Mays estava na dele,


e a imaculada Lua ficara comigo, enfim, no horizonte poente...

... a sós

JRToffanetto