quinta-feira, 24 de abril de 2014

CARINHOSO com PIXINGUINHA AO VIVO

100 anos de "São Pisindim"

Google Imagens

Carinhoso é uma das obras mais importantes da  MPB - Música popular brasileira. Composta por Pixinguinha entre 1916 e 1917. Mais tarde recebeu letra de João de Barro (veja esta história contado por Orlando Silva no último vídeo desta postagem.

Um dos raros vídeos com São Pixinga/São Pisindim
 
Carinhoso por Paulinho da Viola e Marisa Monte


Chiquinho do Acordeon and Altamiro Carrilho.
 
Importante depoimento de Orlando Silva sobre
a letra de Carinhoso feira por Jão de Barro
 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

100 anos de PIXINGUINHA - "Chorei" e "Cheguei"




Composição de Pixinguinha.e Benedito Lacerda
Pixinguinha (sax), Benedito Lacerda (flauta), e regional
 
 CHOREI - Pixinguinha - Ano de 1940.
Pixinguinha - solo de flauta, com acompanhamento de Regional
(Na imagem, o poeta Vinícius de Moraes ao lado de Pixinguinha)
 
 

Octávio Paz, O Labirinto da Solidão

Escritor mexicano prolífico cuja obra abarcou vários gêneros, é considerado um dos maiores escritores do século XX e um dos grandes poetas hispânicos de todos os tempos.

100 anos do nascimento de Octávio Paz em 31 de março deste ano

O Labirinto da Solidão, publicado pela primeira vez em 1950, trata-se de uma importante tentativa de situar o homem mexicano e também o latino-americano no contexto histórico mundial, considerando seu universo mental e realidade local.
 
"(...) Gente das cercanias, moradores dos subúrbios da história, nós, latino-americanos, somos os comensais não convidados que se enfileiraram à porta dos fundos do Ocidente, os intrusos que chegam à função da modernidade quando as luzes já estão quase apagando - chegamos atrasados em todos os lugares, nascemos quando já era tarde na história, também não temos um passado ou, se o temos, cuspimos sobre os seus restos; nossos povos ficaram dormindo durante um século, e enquanto dormiam foram roubados - agora estão em farrapos; não conseguimos conservar sequer o que os espanhóis nos deixaram ao ir embora; apunhalamo-nos entre nós... Não obstante, desde o chamado modernismo de final de século, nestas nossas terras hostis ao pensamento brotaram, aqui e ali, dispersos mas sem interrupção, poetas, prosadores e pintores que são comparáveis aos melhores de outras partes do mundo. Seremos agora, por fim capazes de pensar por nossa própria conta? Poderemos conceber um modelo de desenvolvimento que seja a nossa versão da modernidade? Projetar uma sociedade que não esteja fundamentada na dominação dos outros e que não termine nem nos gelados paraísos policiais do Leste nem nas explosões de náusea e ódio que interrompem o festim do Oeste?" (Octávio Paz, O Labirinto da Solidão)
  

terça-feira, 22 de abril de 2014

Hilda Hilst (Lírica poética paulistana da segunda metade do séc.XX)


(1930-2004)









 
 
 
 
 
 
 
"...a fusão amorosa de um eu feminino com o outro
quanto a tentativa de redescoberta do ser humano
num espaço a meio caminho do sagrado e do profano,
tudo isso proferido por uma voz que é, ao mesmo tempo,
a do ser humano, a da mulher e a da poetisa,
à qual cabe 'a tarefa nomeadora,
a da palavra demiúrgica que cria o Real' (...)"
(Frederico Spada Silva - UFJF)
 
 
 


XIX (cantares)
Hilda Hilst

Corpo de carne
Sobre um corpo de água.
Sonha-me a mim
Contigo debruçada
Sobre este corpo de rio.
Guarda-me
Solidão e nome

E vive o percurso
Do que corre
Jamais chegando ao fim.

Guarda esta tarde
E repõe sobre as águas
Teus navios. Pensa-me
Imensa, iluminada
Grande corpo de água
Grande rio
Esquecido de chagas e afogados.

Pensa-me rio.
Lavado e aquecido da tua carne.
 
 
Rinoceronte 
Hilda Hilst
Rinoceronte elefante
Vivi nos altos de um monte
Tentando trazer teu gesto
Teu Horizonte
Para o meu deserto
 
 
Penso linhos e ungüentos 
Hilda Hilst
Penso linhos e ungüentos
para o coração machucado de Tempo.
Penso bilhas e pátios
Pela comoção de contemplá-los.
(E de te ver ali
À luz da geometria de teus atos)
Penso-te
Pensando-me em agonia. E não estou.
Estou apenas densa
Recolhendo aroma, passo
O refulgente de ti que me restou.
 
 
Hilda Hilst (1930-2004).  Poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. Considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX.
 
 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Beijos de luz no altar da criação



Foto JRToffanetto em 19.03.2013 às 09:29 h (clique p/ ampliar)

O mato rude abriu caminho entre arbustos e folhagem de
elegantes
"pingo-de-ouro" e, depois de suas folhas terem passadas despercebidas, ofereceu suas flores à luz do dia e beijou o sol do céu imenso. Logo vieram criaturas aladas a lhe devolver seus beijos coloridos e de sutil perfume. Sua missão se cumpriu. Depois de arrancado, o mato voltará em outro lugar. Em qualquer lugar, com seu mais alto estado de perfeição alcançado, voltará à luz da criação para beijá-la mais uma vez.

JRToffanetto

Noel Rosa - Gago Apaixonado



Noel Pela Primeira Vez (Volume 1 CD 1 Faixa 15)
Intérprete: Noel Rosa // Clarinete: Luiz Americano, Lápis no Dente: Luiz Barbosa, Trompete Surdina: Napoleão Tavares e Violão: Noel Rosa
Composição: Noel Rosa
Ano de composição: 1930

Mu-mu-mulher, em mim fi-fizeste um estrago
Eu de nervoso estou-tou fi-ficando gago
Não po-posso com a cru-crueldade da saudade
Que que mal-maldade, vi-vivo sem afago

Tem tem pe-pena deste mo-moribundo
Que que já virou va-va-va-va-ga-gabundo
Só só só só por ter so-so-sofri-frido
Tu tu tu tu tu tu tu tu
Tu tens um co-coração fi-fi-fingido

Mu-mu-mulher, em mim fi-fizeste um estrago
Eu de nervoso estou-tou fi-ficando gago
Não po-posso com a cru-crueldade da saudade
Que que mal-maldade, vi-vivo sem afago

Teu teu co-coração me entregaste
De-de-pois-pois de mim tu to-toma-maste
Tu-tua falsi-si-sidade é pro-profunda
Tu tu tu tu tu tu tu tu
Tu vais fi-fi-ficar corcunda!

Ismael Silva - Se Você Jurar

Ismael Silva - Se Você Jurar - Trecho do Filme:
" Noel Rosa - O Poeta da Vila"
Assista o filme na íntegra:
 
ISMAEL SILVA - SE VOCÊ JURAR:
 
 
O poeta Vinícius de Moraes o chamou de "São Ismael"
 
Biografia: