sábado, 15 de outubro de 2011

Dilermando Reis - Tempo de Criança (Turíbio Santos)

Turíbio Santos, programa Ensaio, TV Cultura, ano 1992.

Dilermano Reis
Guaratinguetá-SP, 22.09.1916 – Rio de Janeiro, 2 .01.1977)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

GAROTO com Alessandro Penezzi - Lamentos Do Morro - e Paulo Bellinati - Debussyana

Aqui, Penezzi reinterpreta a obra de Garoto. Para mim, um samba de versão inconsequente  que não passa nem perto do modo original. Um excesso do virtuosismo matando o sentimento de brasilidade tocado por esta composição. Uma pena, pois já ouvi coisas lindas interpretadas divinamente por este músico, inclusive já postado por aqui tocando ao lado de nada menos que Laércio de Freitas. Este comportamente bam-bam-bam "alá" outros violonistas da moda, o Yamandú, p.ex.,  vira e mexe causam este deserviço cultural, e quanto a este último, suspeito que à troca da velocidade (virtuosismo barato), nem entoa, por pura vaidade, as notas musicais por inteiro. Quem souber descrever tecnicamente isto, por favor, ajude-me atavés do link "comentários".


Anníbal Augusto Sardinha (Garoto)
 (S.Paulo, 28.06.1915 — R. de Janeiro, 3.05.1955)


Haicais de arco-íris, cães e lua cheia




'Céu Aberto'



Op. 394

Pra luz  do sol
há um arco-íris
no meio da chuva

Op. 404

Cães uivam em noite
sem vigília das estrelas
e ventos curvos

Op. 408

Qual for o poema
sacado desta madrugada
virá com a lua cheia

                            Jairo Ramos Toffanetto

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Deu branco na Poesia

Deu branco na Poesia

Dá branco com o giro das cores tridimensionais vistas no arco-írir até a fusão delas todas elas. No branco estão todas as cores, o vir-a-ser agora alcançado.

Cores são poesia da luz, uma vibração, um privilégio ao olhar, e além deste. Assim, há poesia em tudo o que nossos olhos podem alcançar.

De olhos abertos ou fechados, brancas nuvens neste nosso céu, linguagem da eternidade em todos, um sentimento, um suspiro, uma saudade, um desejo de voltar à sempre nova, à antiga escolha. 

Nuvens brancas, não passageiras, vão cruzando o céu. Você para, sente-as. Tempo e espaço não mais iludem. Elas, assim como nós, são pertences do Eterno.

Quando dá branco na Poesia - a fusão de todas as cores em uma - renasce um sentimento, o da gratidão por seus olhos abertos. Desperta um sentimento em nosso espírito, uma lembrança, uma antiga escolha, o de fazer jus aos versos da Grandiosidade.

Que escolha, ou escolhas você tem feito?

Jairo Ramos Toffanetto

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Dia da criança eterna; Haicai #110. Amarelinha

Haicai #110
criança salta
com passos de música
amarelinha

A criança lembra semente, broto, flor em botão. A criança da natureza bela, intocável, de alma divina e sonhadora. Luz interior a deslumbrar manhãs eternas. Eu natural a vibrar cores em formas tenras e primorosas. Novo olhar, franco e confiante. Entusiasmo pela alegria, pelo bom da vida, pelo alegre e colorido bom-bom.

Estrela-sol. Raios doces como o da lua. Flores da relva. Livres. Leveza do ser pairando no ar. Brisa cálida. Sonhos vivos, mente limpa, toque mágico. Amiga da beleza, dos sons, dos brilhos, dos reflexos fugidios.

Alimenta-se de sensações, transbordam emoções, cheias da vontade do bem-querer. Lida do sonho encantador, dos gestos da beleza, do amor à flor da pele, do sorriso despretencioso.

Ama o céu logo acima do telhado, o paraíso na sombra de uma árvore, o pedacinho de chão sob seus pés descalços. Um laço de fita, uma tampa de lata, um balão colorido. Gosto de glacê na ponta do dedo, o mesmo que tira um naco do bolo.

A criança lembra a vocação humana para a felicidade. Ensina-nos que a verdade está no peito aberto. Remete-nos ao encontro da simplicidade, o vôo livre, o vento sentido no rosto, nas palmas da mão, as asas da imaginação na extensão das têmporas. Vozes da doçura, do espírito que fala, mexe-se, pula, brinca, abraça, encanta.

Pequenas e sábias, levam-nos a dizer coisas gentis, expressas ao momento vivido. Remete-nos à contação dos contos de fadas, as mais belas histórias, esses tesouros da humanidade. Mostram-nos como parar o tempo e manter a harmonia. Vivem a coragem de ser o que são, sem restrições.

Diante da beleza divina, que mais dizer ou fazer, senão, qual apóstolo da beleza, render homenagem ao sentimento do belo que há criança e nos desperta para ele? Pois elas glorificam a nossa origem: a dimensão do infinito num mundo de todas as possibilidades, o Mundo Bem Melhor. Com elas, de mãos dadas, sublimaremos, enfim, nossa grande viagem.

Jairo Ramos Toffanetto

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Robin Trower - The Turning

Com a atmosfera deste fim de tarde:



Os poetas são criaturas de fé

Os poetas são criatura de fé. Acreditam que um poema possa levar a Poesia para dentro do peito de outra criatura. Quando descobri isto, o Jardineiro apareceu. Dele me tornei aprendiz.

Jairo Ramos Toffanetto