quero-me mundo
de estrelas olhos rasos
no pulsátil profundo
fulgor de abraços
a graça
a bem-aventurança
a divina raça
1) Sem que me pegue desprevenido, mas ainda assim golpeando-me de lado, o primeiro assalto ocorre assim que ponho o pé na calçada. Não esboço reação alguma. Apenas corro as mãos para os bolsos. Os punhos fechados lembram-me a necessidade de me centrar. É tudo do que preciso e, assim, não sou apoderado, até sorrio. Saúdo o salteador com a maior afabilidade que posso e me despeço dando as costas para ele... o vento gelado.
Agòsto de 2003
Jairo Ramos Toffanetto
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
II Concerto da Orquestra Municipal de Jundiaí
Com a participação do solista Fábio Zanon (violão).
07 de outubro, sexta feira, às 21:00 h, no Polytheama.
Imperdível.
Os renomados regente e solista são da nossa terra.
Imperdível.
Os renomados regente e solista são da nossa terra.
No clube de campo (da completude) - 2
Depois de uns vinte minutos sob uma árvore,
encontrei-me com a simplicidade de ser e estar.
Um tico-tico pousou no chão a alguns passos de mim
e...
Veja "No clube de campo (da completude) - 1"
Foghat - Johnny Burnette - Clyde Mcphatter (HONEY HUSH)
Pura energia.
Curiosidade histórica: Há uma discussão dizendo que este é o primeiro registo de distorção na guitarra. Independente disto, creio que nesta versão de 1956 está o primeiro grito dentro do mito rockn'roll. Confira:
Versão em R&;B:
Uma canção!!!, e de 1963 embora no vídeo apareça 1953
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Pata de vaca (reedição revisada)
Madrugada de 27 ou 28/08/2010. Tudo, tudo estava parado. Silêncio absoluto. Eu estava no meio da casa, imóvel no escuro e em lugar algum. Não fazia sentido dar um passo pra lá ou para cá. Não havia o dentro ou o fora, só o nada. Nada a abstrair.
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| A folha que dá nome à árvore "Pata de vaca" |
Enfim, como vivo em permanente vontade criativa, e ela não estava comigo, perguntei-me, de sobressalto, se o Belo havia se apartado de mim, o que significaria uma espécie de morte, e ouvi o vento arrastando uma folha seca contra a calçada do outro lado rua. Eu sabia: era uma pata de vaca retorcida pelo tempo, resistindo ao assopro invernal, agarrando-se ao chão com suas pontas aduncas.
Depois de tomar água, liguei o fogo para o café. Quando a água começou a roncar na caneca, rascunhei num papel que “O inverno espectral está de partida. A primavera, ainda velada, apronta o broto. O Belo canta a morte e também a vida.”
No terraço, tomei café sob a luz prata da lua decrescente. A descer, passei reto pelo rascunho. Enquanto o note estava sendo ligado, voltei-me à escrita e... “A primavera está compreendida no inverno. Pólos de uma só energia. O nada é um campo de força”.
Foi Chopin que me veio à mão. Coloquei o “cd” para rodar e voltei ao lápis e papel. “O Todo em cada verso é música e não um poema, um poema sinfônico. Pura Poesia.” Verso a verso é ponto a ponto em subliminar ligação ao Todo que se depreende. A música é instantânea ao Todo.
Finalmente, ccm o computador ligado, abri o editor de texto. Na página em branco (o nada), finalmente a consecução da prática criativa. A madrugada, o nada, a folha seca sendo arrastada pelo vento na calçada, os preâmbulos sonambúlicos, o café sob a luz prata... Chopin.... e, agora, a composição´poética.
Sem nada saber, e apenas com a certeza absoluta da criação artística e do puro prazer, com as mãos paradas sobre o teclado pensava em procurar, à luz do dia, a incidental folha seca para fotografá-la e juntá-la aos versos que no instante seguinte estararia composto. No final da tarde, depois de ver centenas delas, encontrei uma que se integrava tão perfeitamente àquela madrugada, ao poemeto então composto, que mais uma vez me vi só como um instrumento.

"Folha seca"
Oh, quero cantar,
e canto, canto co’a voz,
a voz que canta em mim
Terminado o rascunhão do texto daquela madrugada, novo incidente: uma mariposa inteiramente preta entrou pela janela. Novo tema para nova postagem que há de vir.
Jairo Ramos Toffanetto
Haicais, grilos e pirilampos
'Céu Aberto'
Op. 422
Cai a tarde e as estrelas
só para ouvir o grilo
Op. 423
Grilo salta pra ver
os versos que pirilampo alumia
Op. 424
A cada estrídulo,
o grilo conta estrelas,
uma a uma, noite inteira
Op. 425
Vaga-lume guia a volta
do grilo que se perdeu das estrelas
Jairo Ramos Toffanetto
Op. 425
Vaga-lume guia a volta
do grilo que se perdeu das estrelas
Jairo Ramos Toffanetto
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Friedrich Nietzsche
Sabedoria do Mundo
Não fiques em terreno plano.
Não subas muito alto.
O mais belo olhar sobre o mundo
Está a meia encosta.
(em "A Gaia Ciência" )
"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."
"Torna-te aquilo que és."
"Todos vós, que amais o trabalho desenfreado (...), o vosso labor é maldição e desejo de esquecerdes quem sois."
"Os poetas são impudicos para com as suas vivências: exploram-nas."
Friedrich Wilhelm Nietzsche
Infuente filósofo no século XIX e XX
Alemanha - 1844 // 1900
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Sabedoria do Mundo
Não fiques em terreno plano.
Não subas muito alto.
O mais belo olhar sobre o mundo
Está a meia encosta.
(em "A Gaia Ciência" )
"A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo."
"Torna-te aquilo que és."
"Todos vós, que amais o trabalho desenfreado (...), o vosso labor é maldição e desejo de esquecerdes quem sois."
"Os poetas são impudicos para com as suas vivências: exploram-nas."
Friedrich Wilhelm Nietzsche
Infuente filósofo no século XIX e XX
Alemanha - 1844 // 1900
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