
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
UMA LENDA AINDA VIVA, mas com seus dias contados (Terceira Parte)
- Primeira Parte:
Quarta-feira, 19 de outubro de 2011
http://poemas-de-sol.blogspot.com/2011/10/uma-lenda-ainda-viva.html
- Segunda Parte:
Sábado, 22 de outubro de 2011
http://poemas-de-sol.blogspot.com/2011/10/uma-lenda-ainda-viva-mas-com-seus-dias.html
Terceira Parte:
Ao retirar a máscara de oParta, Dna. Desgraça se surpreendeu ao ver o rosto do marido, o mesmo de quando o conhecera e muito parecido com o do filho Cinzento. Ele olhava para o céu azul e se admirava dizendo:
- Desgraça, levei uma vida ao seu lado sem levantar os olhos para o Céu.
- Oh, meu marido... como nos permitimos viver tão mau assim.
- Só agora vejo meu filho. Ele sempre esteve à nossa frente e nós nunca soubemos quem ele era. Deveria ter sido chamado de Lindo Céu Azul ao contrário de Dia Cinzento. Estou morrendo, e só agora consigo vê-lo. Gostaria de ter minha vida de volta para, ao seu lado, finalmente podermos viver em paz ao lado do nosso filho amado. Assim o disse e seus olhos, vidrados no céu azul, foi perdendo o brilho.
- Eu também, eu também, disse a Desgraça chorando sobre seu corpo.
Assim que ela fechou os olhos do marido, a filha, Praga Sem Fim, instou para a mãe.
- Vem mãe, vamos voltar pra casa, não há nada que possamos fazer pelo pai. Ele já era.
- Vou ficar com o meu marido até o fim. O meu lugar é ao lado dele. Volte você para aqueles pântanos mefíticos e não saia mais de lá.
Dito isto, Dna. Desgraça, que era muito antiga, readquiriu a formosura de quando conhecera o marido.
Nisto chegou a Graça da Vida. Sem poder suportar a sua presença, Praga Sem Fim apressou-se em sair dali. Alguns passos depois, ela se voltou para trás e rogou uma praga nas costas da mãe.
Imediatamente Dna. Desgraça foi ficando de cabelos brancos e, de um momento para outro, seu corpo foi alcançando total decrepitude até morrer sobre o peito do seu marido.
Como esta lenda é só uma lenda de um mundo em estado terminal e não uma tragédia aos moldes dos mitos gregos, na quarta e última parte teremos um final alvissareiro. Vejam a próxima e última postagem de "UMA LENDA AINDA VIVA, mas com seus dias contados"
Quarta-feira, 19 de outubro de 2011
http://poemas-de-sol.blogspot.com/2011/10/uma-lenda-ainda-viva.html
- Segunda Parte:
Sábado, 22 de outubro de 2011
http://poemas-de-sol.blogspot.com/2011/10/uma-lenda-ainda-viva-mas-com-seus-dias.html
Terceira Parte:
Ao retirar a máscara de oParta, Dna. Desgraça se surpreendeu ao ver o rosto do marido, o mesmo de quando o conhecera e muito parecido com o do filho Cinzento. Ele olhava para o céu azul e se admirava dizendo:
- Desgraça, levei uma vida ao seu lado sem levantar os olhos para o Céu.
- Oh, meu marido... como nos permitimos viver tão mau assim.
- Só agora vejo meu filho. Ele sempre esteve à nossa frente e nós nunca soubemos quem ele era. Deveria ter sido chamado de Lindo Céu Azul ao contrário de Dia Cinzento. Estou morrendo, e só agora consigo vê-lo. Gostaria de ter minha vida de volta para, ao seu lado, finalmente podermos viver em paz ao lado do nosso filho amado. Assim o disse e seus olhos, vidrados no céu azul, foi perdendo o brilho.
- Eu também, eu também, disse a Desgraça chorando sobre seu corpo.
Assim que ela fechou os olhos do marido, a filha, Praga Sem Fim, instou para a mãe.
- Vem mãe, vamos voltar pra casa, não há nada que possamos fazer pelo pai. Ele já era.
- Vou ficar com o meu marido até o fim. O meu lugar é ao lado dele. Volte você para aqueles pântanos mefíticos e não saia mais de lá.
Dito isto, Dna. Desgraça, que era muito antiga, readquiriu a formosura de quando conhecera o marido.
Nisto chegou a Graça da Vida. Sem poder suportar a sua presença, Praga Sem Fim apressou-se em sair dali. Alguns passos depois, ela se voltou para trás e rogou uma praga nas costas da mãe.
Imediatamente Dna. Desgraça foi ficando de cabelos brancos e, de um momento para outro, seu corpo foi alcançando total decrepitude até morrer sobre o peito do seu marido.
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Como esta lenda é só uma lenda de um mundo em estado terminal e não uma tragédia aos moldes dos mitos gregos, na quarta e última parte teremos um final alvissareiro. Vejam a próxima e última postagem de "UMA LENDA AINDA VIVA, mas com seus dias contados"
Jairo Ramos Toffanetto
domingo, 23 de outubro de 2011
Tarcila do Amaral (Cartão Postal - A Lua - Manacá - O lago)
1. Cartão Postal - Esta tela é o maior Cartão Postal do Brasil. O macaco é um bicho Antropofágico de Tarsila que compõe a tela.
2. A Lua - Este quadro era o preferido do modernista Oswald de Andrade, seu marido quando pintou a tela. Ele conservou o quadro até sua morte (mesmo já separado de Tarsila).
3. Manacá - Esta flor é representada por Tarsila de uma maneira particular, bem típica da obra dela.
4. O Lago - Tela da fase Antropofágica, com o colorido e o tema tão típicos de Tarsila.
| TARSILA (1896-1973) |
Tarsila do Amaral ficou conhecida simplesmente como Tarsila, é considerada uma das principais artistas modernistas latino-americanas. Ela era um membro do Grupo dos Cinco, que incluiu Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade
Perre Barouh cantando bossa-nova
Manhã de domingo é, para mim, de "chorinho" (ver postagem anterior com Abel Ferreira), mas também de Bossa-Nova, e aqui na voz de Perre Barourm um requinte sonoro.
ABEL FERREIRA (Chorando Baixinho) e com Nara Leão (Luz Negra, de Nelson Cavaquinho)
A eternidade da alma brasileira tem datas de registros.
Chorando Baixinho é uma destas, e de 1942.
O aqui postado é de 1962, mas a memória não está nas datas, e sim na poética do coração.
Segue um registro de imagem do Abel em 1964 ao lado de Nara Leão,
a musa da Bossa Nova, a qual, como um divindade, canta
Luz Negra de Nelson Cavaquinho .
Abel Ferreira (1915-1980)
Trouxe a música dentro de si e dela nunca se separou. Por toda a vida manteve o hábito de moleque quando desmontava o clarinete, peça por peça, para mantê-lo nos bolsos e carregá-lo pra todo lado.
sábado, 22 de outubro de 2011
LUIZ MELODIA E ZEZÉ MOTTA - DORES DE AMORES
| Zezé Motta |
Composição de Luiz Melodia
Eu fico com essa dor
Ou essa dor tem que morrer
A dor que nos ensina
E a vontade de não ter
Sofrer de mais que tudo
Nós precisamos aprender
Eu grito e me solto
Eu preciso aprender
Curo esse rasgo ou ignoro qualquer ser
Sigo enganado ou enganando meu viver
Pois quando estou amando é parecido com sofrer
Eu morro de amores
Eu preciso aprender
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