segunda-feira, 5 de março de 2012

Fleetwood Mac - Oh Daddy

 
 
 
 
O grupo inglês Fleetwood Mac, baseado na Califórnia desde 1970, passou a brilhar excepcionalmente com a entrada do casal norte-americano Stevie Nicks e Lindsey Buckingham em 1974.

Ouça também Fleetwood Mac em Dreams:
http://poemas-de-sol.blogspot.com/2011/08/fleetwood-mac-dreams-um-sonho.html
 

domingo, 4 de março de 2012

Rente à alma

Rente à alma

Escrevo destes fenômenos luminosos que passaram por mim e deixaram um sentimento morando em minha pálpebra. Jairo R. Toffanetto

Gentle Giant - I Lost My Head


Bons tempos de Gentle Giant, Jethto Tull, King Crimson,
e também de Mutantes, Terço, Terreno Baldio, Módulo Mil...



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Livro reúne obras inspiradas nas músicas do álbum “Tropicália”, um clássico da MPB
por Barbara Heckler

O termo Tropicália batizou o mais radical movimento cultural já surgido no país. Nada ficou de pé. Suas cores, aliadas ao som das guitarras, se opunham ao tom cinzento e ao consevadorismo musical das canções de protesto. As ideias sobre o Brasil embutidas nas letras dos tropicalistas minaram a divisão entre direita e esquerda, uma bipolaridade que só seria questionada muitos anos mais tarde, com a queda do Muro de Berlim.

O álbum musical que marca o movimento é Tropicália ou Panis et Circencis, de 1968, elaborado coletivamente por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Os Mutantes, Tom Zé, Torquato Neto, Capinam e o maestro Rogério Duprat. Quatro décadas depois de seu lançamento, a pesquisadora Ana de Oliveira convidou escritores e artistas plásticos para reinterpretar, à sua maneira, cada uma das 12 faixas do disco-manifesto. O resultado foi reunido em um livro pela editora Iyá Omin. Entre os convidados, estão o renomado grupo assume vivid astro focus, liderado pelo artista brasileiro radicado em Nova York Eli Sudbrak, o compositor Jorge Mautner e o ilustrador Rico Lins.
(Fonte: Revista BRAVO (159)

Separei três desenhos:

Obra de assume vivid astro focus, baseada na música Panis et Circencis - Do texto da escritora Noemi Jaffe: "A melodia segue simples, repetitiva e ingênua, quase como uma canção de roda infantil, até o momento em que sofre algum tipo de falência generalizada e fenece antes de terminar, como se Os Mutantes não suportassem mais as pessoas na sala de jantar, espécie de refrão que se repete ad infinitum."
Obra de Ray Vianna, baseada na música Hino do Senhor do Bonfim - Do texto do músico Jorge Mautner: "É um hino que nos convoca a celebrar a paz e a concórdia, ao mesmo tempo em que celebra a vitória em batalhas. É uma emoção-sensação de suprema simultaneidade e ênfase no amor e na misericórdia, é também a simultaneidade do profano com o sagrado. É Jesus de Nazaré e os tambores do candomblé"
Obra de Ernane Cortat, baseada na música Miserere Nobis - Do texto do antropólogo Hermano Vianna: "Quem faz a vez de coro são flautas, fagotes ou vozes que parecem vir de um coral de anjos barrocos amalucados, que nunca repetem o 'sentido' do que é dito por Gil, mas parecem estar ali para confundir, rir, dispersar, propor linhas de fuga, contradizendo o que pode restar de certeza no canto principal"
Os Mutantes  (Panis et Circencis)

 
Um marco na nossa história musical.

sábado, 3 de março de 2012

GUSTAV MAHLER - Symphony no.5 (IV) - Adagietto. Sehr langsam (part 1 of 2).


Do que pude ouvir da música de Mahler, sinto-a como o movimento da alma. Dizem que ele punha em partitura o que primeiramente ouvia. Algo parecido com Rossini que de repente parou de compor, e quando voltou lhe perguntaram o porque depois de tão longo afastamento. Ele respondeu: "É que agora voltei a ouvir". É deste modo "o movimento da alma" que eu sinto este Adagietto:


Berliner Philarmoniker - Herbert von Karajan.
Recorded in 1973.

Do muito material disponível na Internet, separei alguns trechos:

"Durante os ensaios, mesmo quando os músicos tinham desempenhos brilhantes, ele exigia mais, o que algumas vezes gerava tensão. Mahler costumava dizer: tradição é desordem… No plano humano faço todas as concessões; no plano artístico, nenhuma. Não posso suportar os que se desleixam, só os que exageram me interessam. Essa maneira de ser fez com que ganhasse tantos admiradores, quanto inimigos."

"Em sua época Mahler encontrou dificuldades em ver seu trabalho aceito. Por bastante tempo ele ficou mais conhecido por suas excepcionais habilidades como maestro de orquestra do que como compositor. Porém, ele confiava em seu talento e dizia: Meu tempo há de chegar! E de fato, seu tempo chegou, na metade do século XX."



"Como Beethoven, Mahler faleceu durante uma trovoada."

sexta-feira, 2 de março de 2012

Mahavishnu Orchestra - Vision Is A Naked Sword, Part I, II e III (HQ)


Ouça estas músicas através do link abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=WBIoSgobINE






Vision Is A Naked Sword, Part I


Vision Is A Naked Sword, Part II e III

Do disco APOCALYPSE da Mahavishna Orquestra procurava Vision Is A Naked Sword para postar quando me deparei com uma apresentação dela no Montreux Jazz Festival. Senti uma saudade imensa dos tempos em que este festival se dava aqui na Paula Desvairada. Era chamado pelo binômio São Paulo Montreux Jazz Festival e, e quando lá, Montreux São Paulo Jazz Festival.
Dava-se no Palácio das Convenções do Anhembi. Começava às 15:00h e terminava entre 19 e 20:00 h. Eu voltava voando pela Anhanguera porque, chegando em casa, mau dava para eu tomar banho e jantar porque às 21:00 h a TV CULTURA transmitia ao vivo a seção noturna (logo às 21:00 h). O que era bom acabou seis anos depois. Entrou em cena o Free Jazz Festival (Rio-S.Paulo) e tudo, apesar de algumas apresentações de porte, virou grande miscelânea musical, ou melhor, uma grande e inconcebível mistureba. Seria o mesmo que colocar um "pagode" entre as apresentações de um Gismonti e de um Luc-Ponty.

Enfim, muitos da minha geração foram marcados por "Vision Is A Naked Sword". Uma geração aberta ao novo, à criação musical elaborada em alto nível, e que nos fazia acreditar na verdade de um mundo artístico em profusão de expressões de porte em todos os gêneros, e nisto a música instrumental brasileira era um supra-sumo cheia de brilho.

Postei a faixa do disco que me acompanha até hoje, pois tenho um sentimento que música, em que pese a era da imagem, é para se ouvir. As apresentações ao vivo nunca me gerou o mesmo sentimento em estado auditivo (sonhador), e não apenas pela improvisação que se espera dentro de um universo jazzístico, mas por criar um outro estado. Eu fico com o primeiro, e por conhecê-lo a tanto tempo, ver a Mahavishnu ao vivo e especialmente John Maclaughlin e Jean Luc-Ponty não deixa de ser especial. Vê-los no palco era participar daquele meio culturalmente rico, sutil e inteligente. 

Mahavishnu Orchestra: vision is a naked sword prt 1 
Mahavishnu Orchestra:'vision' prt2 /on the way home to earth 

                                                              Jairo Ramos Toffanetto

quinta-feira, 1 de março de 2012

Amor & Ódio (dessemelhaças)












Quem odeia, odeia permanentemente.
Quem ama, ama eternamente.

Quem odeia quer enredar os que amam para o seu inferno particular.
Quem ama aprende a se livrar do laço do passarinheiro.

Quem ama escolhe o caminho da evolução.
Quem odeia come com o garfo do diabo.

Quem ama é inocente, nunca ingênuo.
Quem odeia é infeliz e culpa os inocentes por isto.

Quem ama nunca odeia, compreende.
Quem odeia ocupa-se em envenar o ar ambiente.

Quem ama luta para conquistar horizontes novos.
Quem odeia quer todo mundo no seu inferno.

Quem ama compreende, sente e perdoa.
Quem odeia é pobre porque carente de amor, mas não se move de sua alma penada.

Amor é virtude do bem.
O ódio é o contrário da virtude do bem.

Um busca alcançar o celestial, mas o outro...
Quem é viciado em enxofre não reconhece bons ares.

Ódio é pertence do egoísta, dos que se colocam como os mais espertos.
O amor não cabe neste apertado atômico.

O amor abre alas e passa.
O ódio não se move de si.

O amor não tem fim.
O ódio não tem princípios.

O amor é lei universal.
O ódio pratica divisão e subtração.

Um explode, o outro é longânime.
Um é chaga, o outro é bálsamo
Um sofre de hemorrídas, o outro pode com pimenta.
Um é sem sal. o outro é bem temperado.
Um é da inimizade. o outro valoriza quem ama.
Quem odeia acusa o que ama de ser a sua pedra no sapato.
Quem ama lapida a pedra para que ela brilhe filosofal.

O texto é sem fim, mas o contexto está chegando ao fim.

Jairo Ramos Toffanetto