sábado, 4 de fevereiro de 2012

Personal-training-do-sol-levante.

Chegando ao terraço – a escada me leva para o norte – e antes de me virar para o leste, observei que no prédio imediatamente à esquerda não havia uma única sacada sem ter alguém diante do alvorecer. Nos outros, em cada janelinha dos fundos havia uma cabecinha voltada para leste. Ao fazer a minha costumeira respiração, voltei-me para trás e observei que todos acompanhavam meus movimentos. Fiquei muito feliz. Senti-me um personal-training-do-sol-levante. Corri pra o fosso da área de serviço e chamei pela Regina que estava para dentro da casa. Ela precisava ver aquilo, afinal, parecia-me surpreendente demais.
- Regiiináaa...

- Que foi Jairo?

- Sobe pro terraço, rápido. Venha logo, menina.

Rindo, ela me perguntou sobre o que estava acontecendo no terraço.

Ouvindo-a rir, era o sinal de que eu estava sonhando. Olhei pra janela e vendo a luz do dia sobre ela, certifiquei das horas. Era domingo, sete horas e dez minutos.

Jairo R Toffanetto

"In love" (até hoje)

À Maria Regina

Nos teus olhos as vagas
do oceano com que me arrebatas

A Regina e eu em Itanhaém







Jairo R. Toffanetto

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Beijos pássaro

O canto dos pássaros são beijos da manhã,
beijos passados adiante.

Jairo R. Toffanetto
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Um poema não é a Poesia

Um poema não é a Poesia e a utilidade dele está em criar um estado de atração para a Poesia passar, o que também é prerrogativa da filosofia. Da Poesia só se expressa o tanto que dela se pôde integrar. Todos nós somos um poema em processo para além da escrita. O chão é de estrelas, mas... quem anda por ele? 


JRToffanetto

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Dragão de Jorge

Edição de Imagem por Yuri N. Toffanetto
   





Era um monstro de verdade, o pior dos dragões. Diferentemente dos seus pares que se alimentavam das misérias humanas, não perdia oportunidade para pôr suas garras nos mais belos sonhos dos seres humanos, arrastando-os para a sua caverna onde os admirava, eternamente. Ainda bem que era assim, pois haviam pessoas que, piores que dragão, eram incorrigíveis espicaçadores de sonhos.

(....)   Ruminava... Bastara aquela vez em que dera uma escapadinha da caverna, e um guerreiro, cujo nome era Jorge, surpreendera-o e combatera-o até a Lua. Depois fizeram do homem um santo, idolatraram-no de modo que ninguém mais precisava repetir a façanha. Fizera coisa de santo, só pra santo, é o que as pessoas engoliam. Passado o tempo, embora o culto permanecesse, pouco se sabia do santo guerreiro e menos ainda do tal dragão. Garantia-se, assim, a continuação daquela sorte.

(...) Até a Lua imortalizou o combate, exibindo-o exemplarmente nas noites de lua cheia.

Veja o conto:
* Sob o pseudônimo de "Ribeirinho do Guapeva", este conto foi o vencedor do “6º Concurso Literário” promovido pela “Fundação Cultural de Canoas”(RS).

Jairo Ramos Toffanetto

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

As pessoas felizes

"As pessoas felizes caminham silenciosamente como o rio que pacientemente contorna um monte, uma montanha ou uma cordilheira, e mesmo como uma simples corredeira enchem um abismo para, enfim, seguirem seu inexorável caminho pro mar."


"O texto acima foi extraído da postagem "As pessoas infelizes são perigosas" ou "Só vai ao encontro do outro quem pode reinar sobre si mesmo":

http://poemas-de-sol.blogspot.com/2010/12/as-pessoas-infelizes-sao-perigosas-ou.html

Até os confins do Cosmo

Poema dedicado à minha mulher,
Maria Regina

Sentidos à flor da pele,
coração de quem ama
não precisa de estetoscópio,
dá prá vê-lo sob a camisa,
ouví-lo do alto do campanário,
sentí-lo no altar da amizade,
vivê-lo num só coração
maior que o nosso.

Jairo Ramos Toffanetto