Trecho de um poema longo em forma ficcional. O fantasma de um leão (o do bebedouro da Vila Arens) passeia pela cidade de Jundiaí do início dos anos oitenta e vê, aturdido, o desaparecimento do antigo perfil arquitetônico da cidade e ruge pela preservação da memória humana, o que se viveu, ou o necessário para não se perder a identidade local e a cidade se confundir com as modernas cidades brasileiras.
Bebedouro - Um leão vilarense *
(...) Cadê meu velho amigo Sinaleiro?
Porque a fábrica S.Bento não está apitando?
Meus próprios cacos, aonde estão?
Cadê o Alazão, o Pintado, o Beberrão?
- Seu José, ô seu José...
que saudades do Pangaré (...)
(JRToffanetto)
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Depois destes versos, passaram-se mais de trinta anos para eu rever o antigo bebedouro da Vila Arens (a água escorria da boca de um leão), e graças ao acervo de imagens do meu internauta amigo Maurício Ferreira/Sebo Jundiaí. Obrigado, amigo!
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